O jovem cristão e a sexualidade – Revista GeraçãoJC
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O jovem cristão e a sexualidade

Ilustração: Fagner Machado

Por Fabio Corrêa Pinto

Falar sobre sexualidade em nossos dias nunca foi tão necessário como na presente época.

Por muito tempo era tabu falar sobre a sexualidade na igreja evangélica. Muito se avançou neste sentido, mas sabemos que o assunto ainda é necessário e precisa ser desenvolvido com propriedade e seriedade.

Infelizmente o tema “pureza sexual” ainda é pouco falada em nosso meio. Não sei se por excesso de zelo, ou por falta de pessoas habilitadas para tratar do assunto.

É importante desconstruir a ideia de que o sexo é pecaminoso, mas é imprescindível que fique claro a necessidade urgente de saber o momento certo em que pode ser realizado. Uma das características do presente século é a promiscuidade e a perversão sexual. Diariamente, as famílias são bombardeadas por orientações sexuais ilícitas e estímulos às práticas sexuais antibíblicas, principalmente através da mídia.

Como psicólogo e atualmente conselheiro tutelar na cidade de Paulínia SP, atendo diversos casos em que o sexo antes do casamento entre adolescentes e jovens tem causado inúmeros prejuízos a vida emocional, sem falar dos aspectos físicos.

Vivemos uma sociedade que incentiva o jovem a iniciar a vida sexual cada vez mais cedo. (Quase impossível assistir algo que não tenha exposição sexual)

Isso tem acontecido pelo incentivo da mídia televisiva e a internet. A sociedade tenta incentivar até que todos achemos que tudo isso é normal, que adolescentes e jovens iniciem uma vida sexual ativa antes mesmo de estarem casados e, principalmente sem o preparo para as responsabilidades devidas.

Em geral, a mídia é responsável pelas mudanças dos valores morais e espirituais dos jovens e adolescentes, já que ela exerce influência nos conceitos, ideias e nos padrões de comportamento. Com isso, temos uma geração que valoriza a “liberdade sexual”, estampadas nas novelas, filmes, reality show, programas de humor, comerciais, etc.

Porém, as consequências destas influencias não são mencionadas, algumas estão elencadas:

• Sentimento de culpa, que pode tornar uma tortura constante;
• Perda da comunhão com Deus;
• Doenças sexualmente transmissíveis;
• Gravidez não planejada (ocasionar aborto, nascimento da criança em um lar desestruturado)
• Uniões precipitadas;
• Abandono dos estudos;
• Transformações precoces da anatomia do corpo;
• Transformações psicológicas.

A mídia banaliza as questões relacionadas ao sexo. Estimulam as pessoas viverem o sexo sem controle e sem compromisso, como se nada tivesse limites. Com uma única preocupação, “sexo seguro”. Como ter “sexo seguro” para um adolescente ou jovem que tem em suas correntes sanguíneas uma explosão de hormônios, fazendo exacerbar sua libido? Parece paradoxal, incentivar “sexo seguro” para quem não tem segurança em sua própria vida.

Por isso, faz-se necessário pensarmos sobre a sexualidade à luz da Bíblia.

Quando criou o ser humano, a Bíblia revela que Deus os fez sexuados: “homem e mulher os criou” (Gn. 1.27). O sexo dentro do casamento não se constitui pecado, pois este e outros textos nos revelam que foi Deus quem o criou (Ec. 9.9; Pv. 5.15-19; Hb. 13.4). Logo, a natureza do sexo em si não é pecaminosa nem má, como acreditam e defendem alguns de forma equivocada (I Tm. 4.1-3). O sexo fez parte da constituição física e emocional do ser humano, no momento da sua criação (Gn 1.27). Assim, à luz da Sagrada Escritura não é correto ver o sexo como coisa imoral, feia ou suja, pois Deus não fez nada ruim: “e viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1.31).

Em situações em que frequentemente aconselho adolescentes e jovens, tanto na igreja como em meu próprio consultório, a questão mais frequente é, se o sexo foi criado por Deus, por que não posso praticar?

A resposta é clara e objetiva, quando não realizado dentro dos padrões Bíblicos, o sexo torna-se uma maldição.

O valor da pureza sexual antes do casamento

Pureza sexual no Antigo Testamento. A Bíblia exalta a pureza na vida de um jovem e adolescente (Sl. 119.9-11). Aliás, esse texto é indispensável a todo servo de Deus.

Pureza sexual no Novo Testamento. Doutrinando os coríntios sobre a fidelidade a Cristo, Paulo faz alusão ao valor da virgindade: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2Co. 11.2). Por conseguinte, a pureza sexual em o NT é tanto para o rapaz quanto para a moça. Ambos devem manter-se castos e virgens até o casamento.

O sexo que a Bíblia condena

A prática do homossexualismo. A Bíblia condena, pois é abominação ao Senhor (Lv 20.13; 18.22; Dt 23.17,18).
Embora a Bíblia desaprove as práticas homossexuais, ela não apoia a homofobia ou o ódio aos homossexuais.

As causas da homossexualidade são debatidas diariamente entre médicos psiquiatras, psicólogos e afins, as diversas opiniões circundam em:

• Homossexualidade como um vício;
• Disfunção genética (hereditário);
• Deficiência hormonal.

Precisa ficar algo claro para todos os leitores, ninguém nasce homossexual, torna-se a partir de suas vivencias.

Minhas observações em vários anos como psicólogo especialista em Violência Intrafamiliar Contra Crianças e Adolescentes:

• Experiencias homossexuais na infância;
• Abuso sexual por adultos ou garotos mais velhos;
• Experiencias sexuais na adolescência com pessoas do mesmo sexo.

Para vencer a homossexualidade, é preciso querer vencer, renunciar a si mesmo e fortalecer em Deus.

A prática da prostituição. Muitos, erroneamente, acreditam que prostituição ocorre somente quando uma pessoa paga ou recebe dinheiro para fazer sexo. Porém, aos olhos de Deus, quando um jovem solteiro mantém um relacionamento sexual, está se prostituindo e seu relacionamento está manchado (1Ts 4.3; 2Tm 2.22).

A prática da imoralidade e da impureza sexual. Isso engloba qualquer intimidade sexual entre jovens solteiros, tendo ou não consentimento.

A prática da pornografia, tem levado muitos a dependência, gerando compulsão ou desejo incontrolável.

Infelizmente o Diabo tem utilizado deste meio para destruição da vida moral e espiritual de muitas pessoas.
Tenho verificado nos anos de pastoreio muitos jovens e adolescentes escravos da pornografia, tudo isso, por não terem uma característica do Fruto do Espírito, domínio próprio. Pois a facilidade está na palma da mão, nos Smartphones.

O pecado sexual traz graves consequências, mesmo que não sejam sentidas de imediato. Necessário uma mudança de comportamento.È necessário resistir à tentação sexual. Deus perdoa os nossos pecados por causa de sua fidelidade, mas o pecado sexual tem a tendência de perseguir aqueles que uma vez já cederam aos seus desejos (1Jo 1.9).

A cultura relativista de nossos dias ensina que a vida sexual antes do casamento é benéfica, e que se uma pessoa não está satisfeita com seu namorado, pode buscar o prazer com outra pessoa, mas, não é isso que a Bíblia ensina.

Uma pessoa casta policia seus pensamentos, a forma como se veste, como fala e como se relaciona com o próximo, para não despertar desejos sexuais indevidos em outras pessoas.
Tudo que para Deus tem importância, o Diabo tenta fazer de tudo para destruir ou deixar deformado. Assim acontece com o sexo.

Ao criar o sexo, Deus cria com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano. Porém, em nossa atualidade o sexo tem tomado performances equivocadas e maléficas.
O jovem cristão precisa ser moral e sexualmente puro, somente nessa condição ele será abençoado por Deus.

Fabio Corrêa Pinto, esposo, pai, cristão, serve a Deus como ministro do Evangelho na cidade de Paulínia SP, psicólogo especialista em violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes.

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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