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Sem dinheiro, refugiados entregam suas próprias vidas a Jesus como oferta em culto

Foto: Wycliffe Bible Translators

Centenas de refugiados que não tinham nada de material para dar consagraram suas próprias vidas a Jesus, quando um pastor levantou uma oferta durante um culto de entrega de Bíblias no Sudão do Sul. Na ocasião, os tradutores da Bíblia da organização ‘Wycliffe’ haviam completado a tradução inteira da Bíblia em seu milésimo idioma e língua de número 1.000 ganhou sua versão das Escrituras completamente traduzida naquele país.

O marco foi alcançado em agosto, apesar de representar apenas 10% dos idiomas do mundo. Alguns dos 90% restantes têm Bíblias traduzidas, mas ainda incompletas e em vários estágios, mas um projeto ambicioso está procurando avançar com os esforços de tradução da Bíblia encaminhados em todas os idiomas do mundo até 2025.

O diretor de operações da Wycliffe (EUA), Russ Hersman, descreveu ao The Christian Post, em uma mensagem de quarta-feira, como foi a apresentação oficial da Bíblia Keliko, no Sudão do Sul, no mês passado:

“No dia seguinte à dedicação da Bíblia de Keliko, houve um culto na igreja no Campo de Refugiados Bidi Bidi, o segundo maior assentamento de refugiados do mundo, com mais de 250 mil refugiados. Durante o culto, o pastor pediu que uma oferta fosse levantada. Centenas de pessoas correram para a frente, entregando suas contribuições”, contou.

Hersman acrescentou: “Onde os refugiados guardam suas moedas e cédulas para conseguirem ofertar em um momento como esse é um mistério, no entanto, também havia muitos que não tinham nada para dar … mas eles ainda foram para a frente e colocaram as próprias mãos no cesto de ofertas. Era como se eles estava dizendo: ‘Eu estou me entregando ao Senhor’. Estas são as pessoas para quem a tradução da Keliko foi feita”.

Com a Bíblia Keliko, agora cerca de 10% de todas as línguas do mundo têm uma Bíblia completa. Cerca de 2.500 outros idiomas estão com traduções em andamento, mas até 1.600 idiomas, ou 22%, ainda não têm nenhuma linha das Escrituras traduzida, diz a organização.

A meta da Wycliffe, chamada de “Visão 2025” é fazer com que todas as 7.000 línguas do mundo vejam um projeto de tradução da Bíblia em andamento até o ano de 2025 enfrenta desafios notáveis, com quase 45% das línguas do mundo sendo extintas até o final do século. Elas não têm uma forma escrita.

Tecnologia a favor do Evangelho

Ainda assim, a tecnologia tornou o processo de tradução mais rápido e eficiente. Como Hersman disse ao Christian Post, a organização levou 50 anos para alcançar o marco de 500 traduções em 2001, mas apenas 17 anos para completar os próximos 500.

“Esta aceleração — encurtar projetos de tradução que levariam décadas de duração para serem concluídos em questão de anos — é em grande parte o resultado de uma combinação do crescimento da Igreja no Sul e no Oriente, juntamente com os avanços tecnológicos que fizeram o processo de tradução, bem como como uma comunicação mais ampla e viagens, muito mais rápido”, disse ele.

“O crescimento sem precedentes de lideranças locais e tradutores nativos envolvidos e liderando projetos, trabalhando em colaboração com comunidades vizinhas e grupos de idiomas similares, acelera o trabalho de tradução”, acrescentou.

Unindo forças para vencer desafios

Hersman revelou que o maior aglomerado de línguas que não têm nenhuma Escritura está nas ilhas do Pacífico Sul, onde cerca de 1.300 línguas diferentes são faladas, no total. Só Papua Nova Guiné, por exemplo, tem mais de 800 idiomas.

“O maior desafio é o volume, mas a acessibilidade geográfica e — em alguns casos — a falta de um alfabeto escrito também são obstáculos significativos. Isso é parte do que a abordagem baseada na comunidade deve abordar”, explicou.

“Ao reunir grupos de pessoas que falam idiomas diferentes, mas semelhantes, eles podem colaborar em projetos de tradução, aprendendo uns com os outros e construindo comunidades enquanto aceleram o processo”, destacou.

Fonte: Guia-me, com informações do Christian Post

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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