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Quando o desemprego bate à porta

Fagner Machado
Imagem: Fagner Machado

Por: William Douglas

Em meio à crise pela qual passa o Brasil, muitas pessoas estão perdendo seus empregos. E então, de repente, o que fazer? Como lidar com essa situação? “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo” – o conselho do Mestre nos impulsiona a termos ânimo. Uma pessoa que perde o ânimo, perde a fé, a esperança, e torna-se letárgica, apática, incapaz de reagir. É claro que, salvo raras exceções, ficar desempregado não traz nenhuma felicidade. Contudo, passada a fase de choque, é preciso reunir disposição para correr em busca de uma nova colocação. Ficar chorando pelo leite derramado não vai ajudar. Como dizia Martin Luther King, não podemos evitar que os pássaros passem sobre nossa cabeça, mas podemos evitar que façam um ninho nela. Não deixe que as imagens negativas se criem, como ninhos, em sua cabeça. Programe-se para enfrentar as incertezas com determinação.

Vejamos algumas dicas:

1) Envie seu currículo – nem tudo está perdido. Muitas empresas estão contratando. Descubra na internet ou nos jornais onde estão essas empresas e envie seu currículo. Um currículo de uma folha é o suficiente, onde você vai colocar suas informações pessoais (nome, endereço, telefone, e-mail, idade), experiências profissionais (nome das empresas onde trabalhou, com o ano, cargo e, se for possível, um breve relato de atividades desempenhadas) e formação acadêmica (cursos etc). Sites de recolocação profissional também são uma boa ferramenta.

2) Quem não é visto não é lembrado – espero que, ao longo da vida, você não tenha se afastado das pessoas e mantenha um bom círculo de amizades. Sua lista de contatos precisa estar frequentemente sendo atualizada, visitada, ativada, entende? Talvez essas pessoas, ao saberem de alguma vaga, lembrem-se que você está disponível para o mercado e façam uma indicação.

3) Busque alternativas – é nessas horas que podem surgir grandes empreendedores. Recentemente li a história de um casal que ficou desempregado e, para sustentar a família, decidiu produzir e vender sanduíches para revenda no comércio local. E, o que começou, na cozinha de casa, como um pequeno meio de sobrevivência, passados poucos anos, hoje é uma empresa, com estrutura própria, que emprega cerca de dez funcionários. E você certamente já deve ter ouvido inúmeras histórias assim, de gente que empreendeu uma atividade apenas para pagar as contas, mas fez tudo bem feito, com dedicação, com planejamento, e cresceu ao ponto de abrir uma empresa. Que tal pensar nisso? Antes de começar, porém, faça algum curso sobre como administrar uma pequena empresa. O Sebrae, por exemplo, tem vários cursos.

Como você pode perceber, desemprego nem sempre é algo ruim. As situações difíceis pelas quais passamos, nem sempre nos levam ao fundo do poço. Neste momento, me vem à mente a história de José do Egito. Quantas aflições, quantos problemas! Ele também ficou “desempregado” e, pior, foi preso. Mas, se você analisar bem essa história, verá que, de certa forma, José estava passando por um estágio, ou melhor, por um curso intensivo de aprimoramento. Não quero aqui minimizar as aflições de José, mas observe que as situações pelas quais ele passou o forjaram para que se tornasse o grande líder que se tornou, assumindo responsabilidades maiores ainda. Da mesma forma, não quero minimizar a situação de quem está desempregado, mas sim, dar-lhe ânimo para que enxergue oportunidades nas crises, e não tenha medo de se lançar em novos desafios.

Conte com Deus e faça a sua parte!

William Douglas é professor e juiz federal. Conhecido como “o guru dos concursos”, já fez palestras para mais de 1.400.000 pessoas e seus livros já venderam mais de 1.100.000 exemplares. É mestre em Direito e pós-graduado em Políticas Públicas e Governo. Se quiser mais dicas sobre artigos, vídeos e orientações sobre sucesso, visite o site: WWW.williamdouglas.com.br

Sobre o autor

Aline Ferreira

Evangélica, jornalista, pós-graduada em Administração de Marketing e Comunicação Empresarial, atua como redatora web na CPAD.

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