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Quando falar de Jesus se torna um problema

Na Líbia, no Norte da África, apenas cerca de 150 cristãos são conhecidos no país. Os líbios são considerados todos muçulmanos; na mente dos nativos, ser líbio e deixar o islamismo é impossível. “O problema para novos cristãos realmente começa quando eles falam sobre Jesus”, conta Charley*, colaborador da Portas Abertas que coordena o trabalho da organização em diversos países do Norte da África.

Na dinâmica desse país, cristãos são um grupo muito pequeno. Todos os novos cristãos começam isolados porque vêm a Jesus por causa de sonhos ou redes de televisão via satélite ou sites cristãos. Quando se convertem, precisam encontrar seu caminho, como não revelar às suas famílias e continuar levando uma vida normal, com todas as práticas muçulmanas. Por isso, geralmente ninguém percebe quem é cristão. Para todos, eles continuam vivendo como muçulmanos. Vão à mesquita e fazem suas orações, mas em seus corações oram para Jesus.

Quatro mulheres líbias, uma mãe e três filhas, são exemplo disso. Uma das filhas veio à fé por meio de um canal egípcio na TV via satélite. Ela compartilhou sua fé ousadamente com as duas irmãs e elas também se converteram. A mãe percebeu que havia algo se passando com as filhas e, depois de algum tempo, também se tornou seguidora de Jesus.

Agora essas mulheres estão morando em uma cidade deserta e o resto da família não sabe o que aconteceu com elas. Elas têm muitas perguntas e tentam encontrar repostas, mas de uma forma que ninguém descubra que são cristãs. Elas continuam participando de todos os festivais islâmicos, vão à mesquita e têm um estilo de vida muçulmano.

*Nome alterado por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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