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Por uma fé racional e não racionalista

Foto: Shutterstock

Por: Jorge Alex Dos Anjos

A fé é racional! Ou seja, o pressuposto é de que a fé transcende a razão e não prescindi. Fé e razão andam juntas, caminham lado a lado, não podem e não devem ser separadas uma da outra. Pois no momento que as separamos deixamos de lado a nossa racionalidade e assumimos o nosso racionalismo.

A racionalidade alcançada pela fé genuína se mantém aberta, torna-se então, uma qualidade do pensar. E pensar é manter-se aberto o pensar nunca esgotará a fé. Pois o princípio da racionalidade é a fé como observamos na carta aos Hebreus no capítulo 11 verso terceiro: “É pela fé que entendemos que os mundos foram formados pela palavra de Deus”. A fé, genuína na pessoa de Cristo nos conduz a um caminho lógico de entendimento.

No entanto, quando separadas, temos um quadro visivelmente perigoso diante de nós. O número de adeptos do ateísmo aumentou de forma considerável, em 2010 eles somavam 7,9% em 2014 já haviam alcançado a marca dos 8,9% da população brasileira. Embora seja uma proporção pequena em relação a outros países percebe-se uma crescente da prática. Em 2011 a revista Isto É trouxe uma matéria falando sobre o novo retrato da fé no Brasil.

O que se pode perceber lendo uma matéria como essa é que a falta de fé em Jesus Cristo e no seu evangelho nos leva a um caminho racionalista. Pessoas que migraram de crença, outras que buscaram viver uma religião disfarçada como é o caso dos evangélicos não praticantes citados na matéria. O racionalismo nega a suficiência do sacrifício de Cristo eles comentem o pecado de blasfêmia por acreditar que ele é um salvador incompleto.

Mas, imersos em Deus e na sua verdade, entendemos a criação como um livro belo e aprazível, compreendemos e nos alegramos com o Salmo 19 por exemplo. Pois percebemos que ele trata dos dois maiores presentes de Deus para a humanidade: a criação e a lei. E o ponto mais lindo desse salmo está nos seus últimos versos quando o salmista olha par si, e orando a Deus, pede que guarde-o no caminho verdadeiro e reto.

Esse é o espírito daqueles que entendem que a sua racionalidade não está acima de sua fé, porque no momento em que a minha racionalidade superar a minha fé ela deixa de ser racionalidade e passa a ser racionalismo. Logo, nos tornamos prisioneiros de nossas próprias convicções humanas e dogmas religiosos.

Precisamos entender que a vida cristã deve ser equilibrada, fé e razão caminham juntas, no processo, conhecer e ser libertos pela verdade, que é a palavra de Deus!

Jorge Alex Dos Anjos é casado com Marilene Meneses e pai do Matheus, licenciando em letras pela universidade Estácio de Sá, hoje, faz parte do corpo de presbíteros da Assembleia de Deus Cidade Santa na Vila da Penha (RJ).

Revista GeraçãoJC, edição 119.

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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