Coisas de Deus

Jovem vive o milagre e se reconcilia com Jesus

Arquivo pessoal

Sou Eduardo Sônego, tenho 21 anos, casado e moro em Joinville (SC). Sou secretário geral do Centro de Capacitação e Orientação Ministerial na IEADJO (CCOM). Congrego no tempo sede da AD em Joinville e ministro a Palavra.

Mas nem sempre foi assim. Aceitei a Jesus aos 7 anos de idade. Mas como não tive acompanhamento por parte da família, sendo eu criança, não fiquei firme. Em 2005, quando vim de Cascavel (PR), para morar em Joinville, comecei a frequentar a igreja e a criar uma base espiritual, mais infelizmente acabei me desviando.

Em 2010, tinha 15 anos, afastado dos caminhos do Senhor, estava em depressão e trabalhando como servente de pedreiro em uma obra no centro de Joinville, conheci o crack: a droga que me levou a cavar minha própria sepultura. Lembro que certa vez estava circulando pelas ruas do centro da cidade de Joinville, quando cheguei a um famoso cartão postal, chamado Rua das Palmeiras, ali conheci um jovem que me convidou para fazer o uso da droga com ele em sua casa. Sem pensar, aceitei o convite e nos dirigimos até sua residência, entramos por um portão e passamos pela porta de entrada, avistei à direita uma sala onde havia um colchão sobre o piso e dois jovens dormindo, ao lado esquerdo tinha um quarto onde entramos.

No quarto, o rapaz me deu certa quantidade em drogas, da qual comecei fazer uso. De repente ele se aproximou e pediu pra que eu ficasse de pé, próximo da porta e terminasse de fazer ali o uso da droga. Por respeito fiz conforme ele havia pedido. Na sequência, tomei nas mãos as ferramentas pra consumir o crack. Peguei uma lata de alumínio vazia e um isqueiro, e comecei o ato de consumo. Foi nesse momento que fui surpreendido por aquele jovem que me banhou com gasolina.

A gasolina em contato com a chama do isqueiro explodiu, queimando 40% da minha estrutura corporal. Fiquei desesperado. Entrei em pânico e comecei a procurar ajuda.

Foi aí que me lembrei daqueles dois jovens que estavam no colchão da sala dormindo. Pulei em cima deles na tentativa de conseguir socorro. Foi um momento muito tenso. Aqueles dois rapazes acordaram perplexos e tentaram me socorrer.

Então, com a ajuda deles fui me colocando de pé, mas já era tarde. O mesmo jovem que me incendiou havia tomado em mãos uma machadinha (objeto cortante) e me atacado brutalmente com onze machadadas que me atingiram sete na cabeça, duas no ombro esquerdo e duas nas costas.

A situação era deplorável. Saí correndo. Sentei ao lado do mercado municipal e fiquei esperando ajuda.

Quando o socorro chegou, me levaram com urgência ao hospital mais próximo (Hospital Municipal São José) e logo em seguida, me transferiram para o Hospital Infantil de Joinville, onde me colocaram em um coma induzido. Respirava com a ajuda de aparelhos de oxigênio e começando a inchar drasticamente devido às lesões. Os médicos deram um prazo de 15 dias para deixar o aparelho respiratório ligado. Depois desse prazo, seria desligado e decretado certamente o meu óbito.

Minha mãe, ao longo dos dias que passavam, ficava cada vez mais preocupada. Recebendo notícias negativas dos médicos, não sabia mais o que fazer. Ela conta que depois de treze dias em coma, o médico lhe disse que não poderia fazer mais nada. Todos os recursos medicinais já haviam sido usados e a única solução seria um milagre.

E ele acertou perfeitamente. Foi realmente um milagre de Deus que aconteceu no 15º dia.

Deus invadiu aquele hospital com seu poder e graça, e provou para os médicos que a última palavra vem do Dono da vida. Foi um milagre. Não tinha mais expectativas. Era o último dia do prazo para ficar respirando com os aparelhos, mas Deus, por sua bondade realizou o impossível.

Depois que acordei do coma e voltei à vida, foi o fim de uma grande tortura para muitos de meus familiares, mas para mim era só o começo.

Lembro-me que fui encaminhado para o quarto da ala de queimados do hospital, pesando 37 kg. Estava com infectado com bactéria hospitalar, e para piorar; com pneumonia grave no pulmão esquerdo. Além de que meu tórax e meus braços estavam cobertos por cascas das queimaduras.

Passei por diversos transplantes de pele, exames e cirurgias. A mais difícil delas foi para contornar uma pneumonia grave, onde colocaram um dreno para retirar o líquido que saía do pulmão.

Durante a cirurgia os médicos perceberam que não havia mais o que fazer, pois a infecção já estava começando a atingir o lado direito. A única saída seria a retirada de um dos pulmões.

Hoje, vivo com somente um pulmão e com muitas marcas físicas e emocionais desta experiência, mas nada disso me impede de enaltecer e engrandecer esse Deus maravilhoso.

Foi dentro do Hospital que me reconciliei com Jesus. Já faz 6 anos que sirvo e trabalho em prol do reino de Deus.

Esses são apenas alguns detalhes desse testemunho, mas é uma grande prova que Ele ainda faz milagre:
“Como vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer”, (Jr 18.4).

Revista GeraçãoJC, edição 113.

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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