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Facebook remove rede brasileira de ‘engajamento falso’

Foto: tongcom photographer / Shutterstock.com

O Facebook informou nesta quarta-feira (15) que removeu uma rede no Brasil cujo objetivo seria de falsamente ampliar o engajamento em busca de ganho financeiro. A rede de 72 grupos, 50 contas e cinco páginas teria violado as políticas de autenticidade e spam e encorajado e permitido a obtenção de seguidores e curtidas, além da troca de páginas.

Em comunicado, a rede social informou que uma entidade identificada como PCSD, baseada no Brasil, usou esses grupos, contas e páginas para a compra e venda de reações, seguidores e páginas, violando os padrões da comunidade.

“Nós não permitimos um comportamento inautêntico coordenado e estamos banindo o PCSD de nossa plataforma”, afirmou o Facebook em nota.

A rede do Brasil teria sido detectada pelo Digital Forensic Research Lab (DRFLab) durante uma investigação sobre a falsa amplificação de páginas políticas na recente eleição do México.

Em relatório, o DRFLab, uma unidade da organização não governamental Atlantic Council, dos EUA, afirma que esse tipo de rede “tem potencial para distorcer o debate online na campanha eleitoral brasileira, permitindo a clientes criar a falsa impressão de popularidade ao fornecer seguidores e ‘likes’ espúrios, como foi visto no México”. O relatório não menciona candidatos ou partidos.

O Facebook afirma que, apenas no primeiro trimestre do ano, foram removidos 837 milhões de conteúdos de spam, e derrubados 583 milhões de contas falsas em todo o mundo.

Rede de desinformação

Em julho, o Facebook afirmou ter excluído páginas que afirmou serem de uma “rede de desinformação”. A rede social não especificou quais eram os perfis envolvidos, mas o Movimento Brasil Livre (MBL) informou que diversos dos seus coordenadores foram afetados.

O Facebook disse em um comunicado que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil por sua participação em “uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

O MBL, que ganhou destaque ao liderar protestos em 2016 pelo impeachment da então presidente Dilma Roussefff, afirmou na ocasião que a retirada de suas contas do ar foi arbitrária.

Fonte: G1

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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