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Facebook derruba, em um só dia, no Brasil, 196 páginas consideradas de direita

Foto: Valentin Flauraud/Reuters

Em um dos maiores casos recentes de censura na história do Brasil, o Facebook derrubou ontem, dia 25 de julho de 2018, de uma só vez, 196 páginas consideradas de direita (conservadoras, liberais ou liberal-conservadoras) e baniu os 87 perfis que administravam essas páginas que, somadas, detinham dezenas de milhões de seguidores na principal rede social do mundo.

Nenhuma página de conteúdo considerada de esquerda foi derrubada ontem, apenas páginas autointituladas ou consideradas de direita. E a justificativa dada pelo Facebook para isso foi de que essas páginas e seus administradores eram responsáveis por “gerar divisão e espalhar desinformação”.

Ainda que se possa questionar eventualmente o comportamento e a forma de discurso utilizada em uma ou outra página derrubada, é indubitavelmente muito mais questionável o fato de que apenas páginas de um viés ideológico foram derrubadas, e todas em um mesmo dia, e nessa quantidade. Todas as quase 200 páginas detinham mesmo um comportamento questionável? E o que dizer do fato de que eram todas justamente de direita? É impossível não interpretar isso, devido às características do acontecimento, como uma perseguição ideológica.

O portal CPADNews, assim como a Revista Geração JC, não esposa nenhuma posição política específica, no entanto, como uma página cristã, ela defende alguns posicionamentos que são considerados secularmente, no âmbito ideológico, “conservadores” e “de direita” (por exemplo: somos contra a descriminalização do aborto e das drogas, contra ideologia de gênero, contra a ideologia marxista etc). Logo, preocupa esse viés absolutamente tendencioso da maior rede social do mundo contra grupos que também se opõem a essas bandeiras.

O Ministério Público Federal em Goiás cobrou ontem ainda à tarde, em caráter de urgência, explicações do Facebook sobre a retirada das 196 páginas do ar e do banimento dos 87 perfis. O procurador Ailton Benedito, que investiga o Facebook por censura e bloqueio de usuários no Brasil, deu prazo de 48h para que a rede envie a relação de todas as páginas e perfis removidos e a justificativa específica para a exclusão de cada um. “As normas constitucionais e legais que regulam a internet no Brasil atuam sempre com vistas à liberdade de expressão, ao direito de acesso de todos à informação (…) e a impedir a censura, bem como a discriminação dos usuários, por motivo de origem, raça, sexo, cor, idade, orientação política, entre outros”, diz Benedito. (Veja AQUI)

O jornal “Mensageiro da Paz” de julho deste ano (edição 1.598) já alertava que o método de censura a conservadores usado nas redes sociais dos EUA parecia ter chegado ao Brasil, pois os grupos contratados pelo Facebook no Brasil para julgar postagens consideradas como “discurso de ódio” e “fakenews” nas redes sociais brasileiras são ligados ao progressismo radical. Uma busca simples pelo nome dos tais “checadores de fatos” dessas empresas mostra que todos os seus colaboradores são de esquerda. Pior: a maioria é de extrema-esquerda, defendendo posições como o fim da influência e da participação religiosas nas discussões sociais e políticas, a liberação do aborto, o “casamento” homossexual, a ideologia de gênero, a legalização das drogas, oposição a Israel etc.

A verdade é que, nos últimos anos, os jornais, educadores e artistas – a maioria esmagadora de posição esquerdista, progressista radical – estão e continuam perdendo muito da sua influência sobre a sociedade por causa das mídias sociais. Através da internet e especialmente das redes sociais, os conservadores ganharam um poderoso canal para manifestar a sua voz e que não tinham antes, e conseguiram assim levar o contraponto às pessoas, ganhando grande adesão social às suas posições. Porém, aqueles que detinham a hegemonia cultural há pouco tempo e estão cada vez mais desacreditados, perdendo inclusive audiência, não entregaram os pontos e partiram fortemente para o ataque. Não por acaso, essas empresas de “checagem de fatos” – cujos checadores são, como já frisamos, todos de viés progressista radical – têm sintomaticamente o apoio maciço da imprensa mainstream.

 

Fonte: Redação CPAD News