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Faça bons relacionamentos

Muita gente esquece de um ponto fundamental que é a rede de relacionamentos, conhecida como network. Esquece que, ao termos a colaboração de outras pessoas, teremos maiores perspectivas de êxito. Os especialistas apontam que há três fases fundamentais no desenvolvimento pessoal e profissional: a dependência, a independência e a interdependência.

Na fase inicial da vida, seja de um bebê ou de um profissional em formação, uma pessoa depende plenamente dos que a cercam. Na etapa seguinte, já adolescente ou como profissional recém-formado, torna-se independente em suas tarefas fundamentais. Já sabe o que fazer na maioria das situações. Por último, uma pessoa adulta ou o profissional de alto nível, certamente estará na etapa mais avançada: a interdependência. Nesta fase a pessoa precisará de muita gente e muita gente precisará dela.

Só chega e se mantém em níveis elevados pessoas que são cooperativas e colhem a cooperação dos de mesmo nível. Há uma sinergia e um círculo virtuoso de desenvolvimento mútuo. Muitas pessoas param na segunda fase, a da independência. Acham que não precisam servir às outras porque não precisam de ninguém, escolhem o isolamento, às vezes por timidez ou mesmo orgulho. Com isso, estabelece precocemente o seu limite máximo de desenvolvimento pessoal e profissional. Jesus foi claro ao afirmar: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Marcos 9.35). Neste contexto de construção de relacionamento é necessário saber conviver com todos os tipos de pessoas. Há quem diga: “não levo desaforo para casa” – pessoas sempre prontas para o confronto e pouco dispostas a perdoar e superardiferenças. Sobre isto, um fundamento muito utilizado pela legislação processual é a busca de acordo. Do consenso. Jesus Cristo deu uma bela orientação: “Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, e o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão” (Mateus 5.25).

Há uma máxima conhecida entre advogados que “um mal acordo é melhor que uma boa briga”. Os conciliadores e juízes são obrigados a colocarem a possibilidade de acordo em muitas disputas que chegam em juízo sob pena de, se não colocarem, ensejarem a nulidade do processo. O legislador tomou este cuidado para que se promovesse a paz social e eliminasse os conflitos que pudessem ser superáveis, evitando a intervenção estatal nas questões que podem ser resolvidas entre as partes. Veja que, quando Deus instruiu o povo de Israel, ainda no tempo de Moisés, estabeleceu uma lei acerca da guerra: “Quando te aproximares de alguma cidade para pelejar contra ela, oferecer-lhe-ás a paz” (Deuteronômio 20.10). Deus ensina a, antes do confronto armado, oferecer a paz. Jesus Cristo foi mais além e ensinou: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais?Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5.44-48).

O Apóstolo Paulo também ensinou: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2.3). Isto não quer dizer que iremos abrir mão da nossa autoridade ou dignidade. Do contrário, o ensinamento bíblico aponta para que não sejamos fomentadores de contendas e não sejamos soberbos. Quando ocupamos uma posição de superior hierárquico, nós e o subordinado devemos saber disso. Não precisamos ser violentos para exercermos autoridade. Nossos superiores nos valorizarão como pessoas que buscam solução dos conflitos e não como o que, ao invés de criar uma solução, fomenta um novo problema. Jesus Cristo ensinou: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5.9). Se o conflito for com o superior, lembre-se “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (Romanos 13.1).

Ninguém perde por ser correto e agregar o respeito de uma multidão. Portanto, ande de tal maneira que seus amigos e inimigos testemunhem acerca da sua dignidade. Jesus Cristo foi claro ao dizer sobre o julgamento que devem fazer de nós: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mateus 5.20). O rigor de Jesus é no sentido de que precisamos nos superar. Temos de procurar sermos justos e corretos a ponto de não haver quem possa nos acusar de falhas, nem nossos adversários letrados na lei econhecedores dos bons costumes, como eram os escribas e fariseus. É um mandamento difícil, mas que deve ser buscado com esforço e dedicação.

Quando agimos assim, passamos a ser alvos dos maus que tentarão desconstruir a boa imagem que formamos. Contudo, a força dos princípios bíblicos promove resultados pessoais inexoravelmente positivos para todos os que os seguem. A verdade sempre vence, pois se defende sozinha. A verdade defende a si e a quem anda com ela.

Revista GeraçãoJC, Edição Novembro/Dezembro de 2016.

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