Crítica

Evidências do Êxodo

Por.: Silas Daniel

No segundo semestre de 2014, o cineasta cristão norte-americano Timothy Mahoney lançou o excelente documentário “Patterns of Evidence: Exodus” (“Padrões de Evidência: Êxodo”), que arrecadou um milhão de dólares nos cinemas dos Estados Unidos. Para o tipo de documentário que ele é, trata-se de uma boa arrecadação. Entretanto, a sua maior virtude não foi seu resultado nas bilheterias, mas, sim, o seu conteúdo.

Mahoney foi motivado a produzir a película por causa das afirmações que ouvira de grandes nomes do movimento neoateísta do início deste século (Richard Dawkins, Sam Harris, Christopher Hitchens etc) de que o relato do Êxodo, registrado na Bíblica Sagrada, não é confirmado pela ciência arqueológica.
Intrigado com essa informação, Mahoney viajou pelos Estados Unidos, Inglaterra, Suíça, Egito e Israel para entrevistar os maiores egiptólogos vivos do mundo; entrevistou historiadores e eruditos da Bíblia, rabinos e teólogos, e até autoridades de Israel como Benjamin Netanyahu e Shimon Peres; e visitou sítios arqueológicos e consultou a obra e o diário dos já falecidos primeiros grandes arqueólogos a investigarem o assunto.

O resultado é um documentário extraordinário, de cerca de duas horas de duração, onde Mahoney simplesmente apresenta informações que estão forçando hoje os egiptólogos e arqueólogos a reverem muitas de suas posições tendenciosas a tratarem do episódio do Êxodo. O faraó do Êxodo, por exemplo, nunca poderia ter sido Ramsés, como alguns têm sustentado já há algumas décadas sem terem base alguma sólida para isso. Provavelmente, ele teria sido Amenotepe II.

O filme descreve inúmeras descobertas, incluindo achados arqueológicos que evidenciam a habitação hebraica no antigo Egito e novas descobertas históricas quanto ao cronograma dos eventos do Êxodo, bem como eventos contemporâneos no antigo Egito. Ele também mostra alguns artefatos e documentos do Antigo Egito que têm sido objeto de debate entre os especialistas há muitos anos e apontam para a veracidade da narrativa bíblica.

O filme é baseado na Nova Cronologia de David Rohl, que contradiz contundentemente a egiptologia dominante. Sua prova é organizada em ordem cronológica, que corresponde impressionantemente à cronologia bíblica. Com um detalhe: David Rohl não é cristão, mas agnóstico. As evidências ou, melhor dizendo, os padrões de evidência apresentados por Mahoney em sua pesquisa são poderosíssimos, corroborando o relato bíblico minuciosa e eloquentemente. Até pouco tempo, para assistir a esse documentário, só adquirindo o DVD nos Estados Unidos. Agora, porém, ele está disponível a todos pela Netflix, inclusive com versões dublada e legendada em português. Uma excelente pedida para os estudantes da Bíblia.

Revista GeraçãoJC, edição 116.

Sobre o autor

Silas Daniel

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.

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