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É possível os jovens de hoje estarem comprometidos com o Reino

Fagner Machado

Por: Ezequiel da Silva

Sabemos que o mundo hoje, enquanto sistemas de coisas, tem atraído os jovens de forma “implacável”, muitos vivem cativos pela tecnologia, entre outros afazeres sufocando o que é prioridade.

Jamiel de Oliveira Lopes afirma que: “Um dos grandes empecilhos à administração do tempo é o excesso de tarefas”. “Outro empecilho, talvez o pior deles, é a tendência a procrastinação. Há pessoas que são extremamente vagarosas. Dormem demasiadamente, assistem TV ou ficam conectados à internet até tarde da noite. No dia seguinte, não sentem coragem ou motivação para fazer o que é necessário”. Consumindo assim todo seu tempo, então esse jovem vive um dilema: fico na igreja ou olho para o mundo?

No entanto, no referido texto de (1 Jo 2.15), o apóstolo adverte-nos acerca do perigo de amarmos esse sistema corrompido, dando a seguinte ordem: “Não ameis o mundo” porque haverá implicações sérias como, por exemplo, a perda da comunhão com o Espírito Santo e, por conseguinte, encontraremos dificuldades para desfrutar do amor do Pai, uma vez que viramos as costas. Quando prosseguimos analisando a Palavra, percebemos alguns riscos desse olhar para o mundo. Vamos notar o apóstolo Paulo dizendo que Demas desamparou-o amando o presente século (2 Tm 4.10). Em outro momento, o terrível fim da esposa de Ló, que estava impregnada com Sodoma e Gomorra (Lc 17.32). Se analisarmos ainda Tiago 4.4, entenderemos que a amizade com o mundo tem como consequência inimizade com Deus e, a partir daí, zero de compromisso com o Reino. É perceptível que o amor ao mundo pode parar o jovem, paralisando-o e tornando-o sem comunhão com Deus.

1 João 2.14, porém, afirma que na Juventude está a força por meio da Palavra de Deus. O salmista indaga: “Como purificará o jovem o seu caminho?” (Sl 119.9). Em seguida, responde: “Observando-o conforme a tua Palavra”, e depois: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (v. 11). Quando continuamos a meditar na questão do fortalecimento para viver o Reino, conscientizamo-nos de que: limpeza, regeneração, libertação, transformação e santificação só podem ser alcançadas por meio da Palavra de Deus.

Logo, é possível, sim, o jovem ser comprometido com o Reino de Deus mesmo em meio ao caos social, religioso, familiar e, sobretudo, político. Basta tão somente saber gerenciar bem o tempo. A Bíblia ensina a agirmos com responsabilidade e prudência (ver Ef 5.15,16), buscando em Deus a verdadeira paz, justiça, gozo e alegria, “porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

E, para usufruirmos dessa benção preciosa, é preciso que nos dediquemos a Deus se quisermos ter compromisso e entrar no Reino (Mt 7.21). Podemos ser jovens como, por exemplo, José no Egito, Daniel e seus companheiros na Babilônia, que, embora distantes de tudo e todos (família/sacerdotes) e inseridos num sistema altamente pecaminoso e corrompido, não se curvaram, antes permaneceram fiés e perseverantes no Reino de Deus.

LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia Pastoral, Rio de Janeiro, CPAD, 1ª edição 2017, pgs 125, 126.

Ezequiel Pereira da Silva é diácono da Assembleia de Deus do Ministério do Ouro Fino. Licenciado em história pela Universidade UNIABEU de Nilópolis (RJ), curso livre em teologia pela FAIT e pós-graduado em psicopedagogia na UNIABEU de Nova Iguaçu.

Revista GeraçãoJC, edição 119.

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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