Cristãos perseguidos e ameaçados no Uzbequistão – Revista GeraçãoJC
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Cristãos perseguidos e ameaçados no Uzbequistão

As autoridades de Navoi, região sudoeste do Uzbequistão, continuam perseguindo e punindo cristãos locais com o objetivo de impedi-los de se reunir para adorar e desenvolver atividades religiosas, diz o Conselho de Igrejas Batistas. Cristãos afirmam que a polícia os “vigia, segue e ameaça de multar para nos impedir de ir à igreja”. Eles também dizem que as autoridades induzem os parentes de cristãos uzbeques a tentar impedi-los de se encontrar com outros cristãos.

Toda atividade de religião e crença sem permissão do estado é ilegal no país. O Conselho de Igrejas Batistas se recusa a registrar suas igrejas no estado, alegando que a exigência é contrária à lei internacional de direitos humanos, à qual o Uzbequistão adere. Em janeiro, uma das igrejas locais passou por uma revista policial durante o culto de domingo. Eles anotaram os nomes de todos os fiéis e seus endereços. Em seguida, todas as casas dos membros da igreja também foram revistadas, bem como uma loja da igreja.

SEM LIBERDADE
Na batida policial realizada na casa da cristã Lyudmila Kebadze, também em janeiro, toda sua literatura cristã foi confiscada, menos sua Bíblia – porque ela insistiu que tinha o direito de mantê-la para uso pessoal. Entre o material confiscado, havia duas Bíblias infantis, que depois foram devolvidas. Sem dizer o nome ou posição, o policial lhe disse que poderia manter as Bíblias em casa. Mas que os outros livros confiscados só poderiam ser lidos em uma igreja registrada no estado.

A polícia revistou a casa de Zakirjon Karomov sem mandado policial e sem a presença do cristão. Dois dias depois, também revistou a loja da família, alegando que eles vendem Bíblias lá. A esposa e filhos de Nikolay Pivtsev foram presos no banheiro de casa enquanto a polícia revistava a casa sem mandado de busca e na ausência do marido. A Bíblia e o computador da família foram confiscados. O filho de Pivtsev, de 8 anos, foi pego na saída da escola e levado para ser interrogado na sede da administração local, sem conhecimento de seus pais. A família foi ameaçada de multa e até mesmo prisão de curto prazo (15 a 21 dias) caso Pivtsev continue frequentando a igreja.

A polícia e os professores dizem às crianças que se elas forem a qualquer lugar de culto (como igrejas ou mesquitas) serão punidas. Crianças e jovens não são oficialmente proibidos de frequentar reuniões de adoração, mas oficiais pressionam os pais e a comunidade a não permitir que os filhos participem de tais atividades. Ore pela Igreja Perseguida do Uzbequistão, que tem enfrentado essa forte onda de pressão nos últimos meses.

Fonte: Portas Abertas com informações do Forum 18

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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