Crítica

“Baleia Azul” e “13 Razões Por quê”: sintomas de um mundo doentio

Foto: Shutterstock

Por: Silas Daniel

No primeiro semestre deste ano, dois dos temas mais comentados pela mídia acerca das preocupações com a geração de adolescentes em nossos dias foram o jogo virtual criminoso “Baleia Azul”, que, a partir de ameaças, tem forçado alguns os adolescentes que se envolvem com o jogo a cometerem o suicídio; e o seriado da Netflix “13 Razões Por quê”, no qual uma adolescente conta as razões pelas quais ela cometeu suicídio. Esses dois assuntos levaram os pais e educadores a discutirem bastante nos últimos dias o tema do aumento dos casos de suicídio entre jovens e adolescentes.

Não obstante ser cada vez maior o número de jovens e adolescentes que se suicidam no mundo, esse é um assunto pouquíssimo comentado. E é até compreensível que seja assim. Afinal, é natural que pais e educadores fiquem preocupados com a possibilidade de a divulgação maciça de matérias sobre esse tema na mídia levarem outros jovens e adolescentes que são suscetíveis ao suicídio a se sentirem sugestionados a realizarem-no.

Nesse sentido, seriados como “13 Razões Por quê”, que, segundo divulgação, foram criados com a intenção apenas de despertar a atenção das pessoas para esse assunto e criticar as formas ineficientes com as quais o suicídio juvenil seria tratado hoje por muitos, podem acabar resultando em um tiro que sai pela culatra. Some-se a isso o fato de que, segundo algumas críticas feitas ao seriado publicadas pela mídia especializada, ele às vezes abusa de cenas fortes, pesadas, o que é absolutamente desnecessário. O tema em si já é sombrio; não é preciso carregar visualmente nas imagens de violência para reforçar a mensagem.

Outro ponto a ser frisado aqui é que tais fenômenos nos mostram o quão doentia é a sociedade em que vivemos hoje. Jovens e adolescentes que conhecem realmente a Jesus, que têm uma experiência real com Ele, que reconhecem o sentido da vida e o propósito de Deus para suas existências, que não perdem tempo com as coisas vis deste mundo e que desenvolvem companhias saudáveis na sua trajetória de vida sobe a terra, não se tornam presas fáceis para as enfermidades do nosso século.

Não estamos dizendo que jovens cristãos não passam por tribulações, mas, sim, que aqueles que realmente têm uma experiência com Jesus e vivem firmados nEle, crescendo nEle, estão muito mais protegidos contra os dardos inflamados do maligno: “Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Efésios 6.16).

Nós, que estamos em um mundo doentio, devemos nos vacinar enchendo-nos de Deus e da Sua Palavra, e fugindo de ocupações e entretenimentos doentios. Afinal, nada é melhor do que estar no centro da vontade de Deus para as nossas vidas, absolutamente nada. Deus – lembre-se! – tem sempre o melhor para você.

Revista GeraçãoJC, edição 118.

Sobre o autor

Roberta Marassi

Roberta Marassi é jornalista, pós-graduada em telejornalismo, editora da revista GeraçãoJC, membro da AD.

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