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Afinal, quem foi Jezabel e o que ela representou no cenário bíblico?

Por Eduardo Araújo

“Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, sua mulher, o incitava” (1 Reis 21.25)

A Bíblia Sagrada traz detalhes desta instigante figura histórica. A mulher que tornou-se consorte do rei Acabe, de Israel e encorajou o marido a implantar a religião de Baal em território israelita. Jezabel desembarcou no Reino do Norte determinada a colocar em prática seus propósitos e transformar a religião de Jeová em uma simples lembrança. Sem sucesso. Durante o encontro do profeta Elias com os profetas de Baal, o representante do Senhor repreendeu seus conterrâneos, afinal, os hebreus mergulharam no sincretismo religioso, isto significa que os israelitas prestavam culto tanto a Jeová como a Baal (1 Rs 18.21).

“Elias desafiou o povo a fazer uma escolha definitiva entre seguir a Deus ou Baal. Os israelitas achavam que poderiam adorar ao Deus verdadeiro e também Baal. O pecado deles era o de terem o coração dividido”, explica o comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), pastor Donald Stamps (in memorian).

De acordo com informações do Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD), Jezabel era filha do rei Etbaal, rei dos sidônios, devota de Baal-Melcarte, a divindade fenícia (1 Rs 18.19). Ela revelou-se uma mulher manipuladora, determinada a tirar de cena quem se atrevesse a contrariá-la em seus mais íntimos desejos. O marido Acabe era um homem fraco, portanto, um instrumento da implacável rainha. Jezabel estimulou o rei de Israel a construir templos para o serviço religioso a Baal e trouxe para Israel centenas de sacerdotes e profetas de sua religião a fim de tornar o culto ao deus fenício uma realidade entre seus súditos.

A rainha perseguiu os profetas do Senhor e ordenava a morte de quem se levantasse contra seus atos abomináveis (1 Rs 18.4). Acabe permitia que a mulher fizesse tudo o que desejava. Ademais, ela educou os dois filhos para seguirem seu exemplo nefasto: a sua filha Atalia (2 Rs 8.18) levou as suas idéias para o Reino de Judá quando casou-se com o filho de Josafá.

Mas o Senhor revelou a sua vontade na pessoa do profeta Elias, que revelou-se um oponente a altura da soberba rainha. O profeta desafiou os seguidores de Baal para uma disputa no Monte Carmelo no que resultou na morte dos representantes da falsa religião (1 Rs 18.40). Jezabel também foi culpada pelo assassinato de um inocente: o camponês Nabote, que foi apedrejado sob a sua orientação nos corredores do palácio, depois ela e Acabe apossaram-se da propriedade do falecido de forma impiedosa.

A maligna rainha encontrou o seu fim ao ser lançada da torre de seu palácio e atropelada por sua carruagem. Anteriormente, Elias já havia profetizado como aconteceria a morte de Jezabel. O capitão Jeú ascendeu ao trono de Israel e exterminou a casa de Acabe, de modo que nem mesmo Jezabel foi sepultada: seu corpo serviu de alimento para os cães, devorando-o, restando apenas o esqueleto (2 Rs 9.30-37).

Eduardo Araújo é presbítero, teólogo, pós-graduado em Docência do Ensino Superior, conferencista, editor da revista Obreiro Aprovado e redator do jornal Mensageiro da Paz

Sobre o autor

Daiene Cardoso

Jornalista, redatora do portal de notícias CPAD News; revista GeraçãoJC e Ensinador Cristão.

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