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A Bíblia, a ciência e os dinossauros

De vez em quando, há cristãos que, mesmo diante das evidências fósseis, se questionam se os dinossauros realmente existiram, uma vez que têm dificuldades de encontrar na Bíblia alguma referência a esses grandes seres. Há também quem, reconhecendo a existência deles, tente encaixar a extinção dos dinos na narrativa do Dilúvio nos dias de Noé, o que suscita questões como: Por que os dinossauros não entraram na Arca, se a ordem divina era colocar dentro daquela embarcação um casal de cada espécie de animais sobre a face da Terra (Gn 6.19,20)? E ainda: caberiam dinossauros na Arca?

Outra pergunta comum é: Será que os dinossauros coexistiram com os seres humanos? Se a resposta é “não”, como afirmam muitos cientistas, a narrativa da criação em Gênesis estaria aparentemente errada, pois ela dá a entender que todos os seres vivos de todas as espécies foram criados poucos dias antes do primeiro casal de seres humanos – Adão e Eva. Em resposta a essa questão, há quem argumente que os dias de Gênesis 1 não sejam literais, podendo representar milhões de anos; e há ainda quem coloque a criação e a extinção dos dinossauros antes da narrativa dos seis dias da criação em Gênesis.

Enfim, como entender a questão dos dinossauros à luz da Bíblia?

A seguir, apresentamos as quatro principais correntes sobre esse assunto elaboradas com o passar dos anos pelos teólogos cristãos.

Evolucionismo teísta

A primeira corrente é a menos aceita entre os cristãos. Ela é chamada de evolucionismo teísta, pois ensina que Deus criou o universo e todos os seres vivos, mas progressivamente, fazendo-os passar por um processo evolutivo. Os que defendem essa tese creem que os dinossauros existiram há 160 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, como ensinam os cientistas adeptos do evolucionismo. Segundo esses teólogos evolucionistas, a extinção dos dinossauros se deu provavelmente devido ao choque de um meteoro com a Terra, conforme assevera a cartilha da maioria dos cientistas evolucionistas – das 50 hipóteses criadas pelos evolucionistas nos últimos 150 anos para tentar explicar a extinção dos dinossauros, essa é a mais aceita por eles hoje desde os anos 80.

Para sustentar esse posicionamento sobre os dinossauros, os evolucionistas teístas afirmam que os seis dias da Criação em Gênesis 1 não são literais, correspondendo cada um deles a milhões de anos. Essa tese, contudo, é contestada pela maioria dos exegetas bíblicos. Agostinho, bispo de Hipona, foi o primeiro na história do cristianismo a sugerir, mais especificamente no início do quinto século da Era Cristã, que os seis dias da Criação não seriam literais. Entretanto, tal tese nunca encontrou apoio entre os exegetas durante a história, só ganhando força, de fato, no século 20, exatamente depois da ascensão do darwinismo, o que faz com que seja vista naturalmente como uma adaptação forçada do significado do texto de Gênesis 1 só para encaixá-lo convenientemente ao que defende hoje a maioria dos cientistas, que segue o evolucionismo. Em outras palavras, é uma interpretação que se baseia na crença de que a Ciência é infalível no reconhecimento da verdade, quando a História tem mostrado que não poucas vezes a Ciência erra e os cientistas são forçados a desdizerem-se. Aliás, a própria teoria evolucionista é cheia de falhas, como alguns cientistas têm denunciado em nossos dias, como é o caso, por exemplo, dos milhares de cientistas – milhares, literalmente – de vários países do mundo que hoje são adeptos do Design Inteligente.

Por mais que se possa alegar – com alguma razão – que crer dessa forma não afetaria o cerne das doutrinas cristãs, o mais provável é que o escritor de Gênesis escreveu sobre os dias da Criação tendo em mente dias de 24 horas. Tanto é que ele se refere a cada dia da Criação da seguinte forma: “…e foi a tarde e a manhã o primeiro dia… E foi a tarde e a manhã o segundo dia…” (Gn 1.5,8). Perceba que os dias foram descritos como “tarde e manhã” e numerados: primeiro dia, segundo dia etc. É uma descrição própria de dias de 24 horas na Bíblia. Além disso, em Êxodo 20.11, os seis dias da Criação são comparados com os seis dias de uma semana literal e é praticamente impossível uma vida sobreviver milhões de anos sem luz do dia três para o dia quatro (Gn 1.11,14).

Portanto, é muito difícil sustentar um significado não literal dos dias da Criação sem correr o risco de se estar torcendo o texto bíblico. Mesmo assim, os teólogos evolucionistas ainda insistem, contra-argumentando, por exemplo, que no terceiro dia as árvores se desenvolveram da semente à maturidade, produzindo sementes conforme a sua espécie, o que exigiria um “dia” que durasse o equivalente a meses e anos. Porém, tal colocação é errada, já que o texto bíblico não diz que Deus primeiro criou a semente para depois surgirem delas as árvores. O texto dá a entender exatamente o contrário: por um ato divino, a terra produziu já as árvores e as plantas, que produziram sementes para dar continuidade à vida vegetal do planeta (Gn 1.11,12).

Outro argumento forçado é o de que o sexto dia teria tido muito mais que 24 horas, porque nesse dia a agenda foi muito grande: Adão foi criado, deu nome a todos os animais, foi dormir e Eva foi criada de sua costela (Gn 1.26-31; 2.18-22). Ora, isso não é impossível que isso tenha acontecido em 24 horas. Adão pode ter passado a manhã toda e parte da tarde dando nome a grupos de animais da mesma espécie. O texto bíblico não impõe a ideia de que Adão tenha dado nomes diferentes e específicos a cada tipo de formiga, a cada tipo de grilo etc (Gn 2.19,20). Ele deu nome aos animais do campo e às aves do céu de forma geral, conforme suas espécies. Outro detalhe: devemos nos lembrar que Adão não dormiu porque estava cansado e já era noite. A Bíblia diz que Deus o fez dormir para poder criar Eva (Gn 2.21). Portanto, quando adormeceu, provavelmente ainda era dia. Logo, é muito pouco provável que o texto bíblico esteja se referindo a vários dias de 24 horas dentro de um suposto “dia” muito maior.

Bem, sabendo disso, onde se encaixam os dinossauros nessa história?

Nesse ponto, chegamos às três últimas vertentes cristãs principais sobre a questão dos dinossauros, as quais são defendidas por teólogos criacionistas conservadores, que creem nos seis dias da Criação como literais. Uma delas é um tanto cética quanto aos dinossauros – pelo menos em relação a muito do que se diz sobre eles – e as outras duas creem neles como tem sido aceito pela maioria dos cientistas, mas distinguem-se quanto à forma como entendem que eles foram extintos. Vejamo-las a seguir.

“Se os dinossauros existiram, não foi como dizem”

A segunda corrente cristã sobre os dinossauros assevera, como já adiantado, que se os dinossauros existiram mesmo, eles não existiram como os cientistas dizem que eles eram. Em outras palavras, a apresentação que é feita hoje desses seres do passado seria uma invenção de cientistas evolucionistas explorada pela indústria do entretenimento.

“Crê-se na existência dos dinossauros mais pelos impressionantes filmes de Spielberg e pelas modernas criações da robótica do que por informações comprovadamente científicas”, afirma o pastor assembleiano Ciro Sanches Zibordi, escritor, apologista e simpático a essa corrente. Ele destaca o fato de que muito do que se diz sobre os dinossauros hoje tem como fundamento meras hipóteses. “Que verdade é essa, cujo fundamento está em frases formadas a partir de expressões como ‘provavelmente’, ‘possivelmente’, ‘tudo indica que’ e ‘acredita-se que’?”, questiona.

Ele argumenta ainda que os ossos já encontrados referentes a dinossauros não seriam suficientes para sustentar a descrição que se faz deles. “Os ossos encontrados não permitem uma reconstituição na íntegra da forma esquelética da maior parte dos dinossauros. Aliás, mesmo que se pudesse recolher ossos que correspondessem a 40% de um dinossauro, não seria possível definir a sua fisionomia, a cor da sua pele ou de que se alimentava. Quem já não ouviu falar do brontossauro, com seu longo pescoço? Pois há algum tempo, os cientistas descobriram que colocaram um osso na cabeça do abdômen do dinossauro errado. É por isso que esse animal enorme, com 20 metros de comprimento e 30 toneladas, não aparece nas modernas enciclopédias e dicionários”, explica pastor Ciro, que desenvolve mais o tema em seu livro Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer (CPAD).

“Dinossauros existiram da forma como dizem, mas foram extintos antes de Adão ter sido criado”

A terceira corrente cristã sobre o assunto afirma que os dinossauros realmente existiram como tem sido descrito pelos especialistas, inclusive podendo ter vivido há milhões de anos mesmo, mas ela não os vê dentro da narrativa dos seis dias da Criação de Gênesis, mas antes de Adão e Eva. Para os seguidores dessa corrente, os seis dias da Criação são dias literais de 24 horas, só que os dinossauros seriam anteriores a esses dias.

Essa corrente fundamenta sua argumentação na chamada “Teoria da Lacuna”. O que é isso?

A Teoria da Recriação da Terra (também chamada de Teoria da Lacuna) afirma que entre Gênesis 1.1 e 1.2 há um interregno de tempo onde teriam ocorrido a queda de Satanás e o caos no Universo. A Terra teria tido uma primeira versão antes de Lúcifer cair, a qual, após a queda do ser angelical, teria ficado “sem forma e vazia”. Logo, o relato que vai de Gênesis 1.2 em diante seria não o da criação da Terra, mas da recriação dela. A Terra e o universo teriam sido restaurados em seis dias. Nesse raciocínio, os dinossauros se encaixariam antes da recriação da Terra e teriam sido extintos com o caos que a queda de Lúcifer provocou no Universo.

A minoria dos criacionistas conservadores adere a essa teoria, que, além de ser muito especulativa, força o texto bíblico, pois este não parece sugerir, de acordo com o original hebraico, a possibilidade de dois momentos distintos – e longamente separados – de Criação nos primeiros dois versículos de Gênesis.

“Dinossauros existiram, mas foram extintos, quase em sua totalidade, durante o Dilúvio”

A quarta e última corrente – que é a mais aceita de todas – também crê que os dinossauros existiram como são descritos; porém, segundo ela, os dinossauros foram criados por Deus em Gênesis 1.20,21,25 e, portanto, coexistiram com os seres humanos, mas acabaram extintos em sua maioria esmagadora durante o Dilúvio (Gn 7.21-23). Algumas poucas espécies continuaram existindo depois dessa catástrofe, mas entraram logo em processo de extinção.

Quanto à questão “Se os dinos existiram mesmo, por que Deus não os colocou na Arca para sobreviverem durante o Dilúvio?”, os defensores dessa quarta corrente respondem-no afirmando que algumas poucas espécimes de dinossauros entraram, sim, na Arca, e o fato de alguns tipos de dinossauros (a maioria, incluindo todos os maiores) não terem entrado nela não se constituiria uma contradição em relação à ordem divina dada a Noé em Gênesis 6.19,20, por duas razões:

1) O conceito atual do termo “espécies” não é o mesmo usado na Bíblia, por exemplo, em Gênesis 6.19,20. Tudo indica que foram apenas algumas centenas de espécies diferentes de animais terrestres que entraram na Arca, e Noé provavelmente ainda deve ter levado, em alguns casos, variedades menores de algumas dessas espécies. Em outras palavras, cada casal na Arca representava pelo menos uma espécie existente sobre a Terra, a qual tinha, claro, suas muitas variações que não entraram na Arca. Ou seja, não entraram na Arca todas as variações de cada espécie, mas casais representativos de cada uma de todas as espécies.

2) Os animais marinhos não entraram na Arca por razões óbvias. Eles permaneceram no mar. Por isso, ainda hoje os cientistas encontram animais marinhos que consideram “da época dos dinossauros”.

Outro detalhe é que dizer que na Arca não caberia tantos animais é um equívoco. É verdade que há mais de meio bilhão de espécies de animais no mundo, porém não devemos esquecer que a maioria esmagadora desse número é de animais que ou vivem na água ou sobreviveriam naturalmente em um Dilúvio sem precisar entrar na Arca (muitos insetos, por exemplo). Esses, com certeza, não entraram nessa contagem dos que deveriam entrar na Arca. Além disso, como já foi dito, Noé pode ter levado filhotes de algumas espécies, em vez de só adultos, e variedades menores de outras. Finalmente, devemos considerar o porte da Arca, que não era tão pequena assim: 137 metros de comprimento, 23 de largura e 14 de altura, tendo três andares (Gn 6.16), o que triplica seu espaço para 425 mil metros cúbicos. Ela era maior do que muitos transatlânticos de hoje.

Resolvidos esses pontos, surgem três últimas questões: Se alguns poucos dinossauros sobreviveram ao Dilúvio, onde estão as referências bíblicas a eles depois da catástrofe? Há registros históricos de dinossauros coexistindo com seres humanos depois do Dilúvio? Ainda há dinossauros vivendo entre nós hoje?

Passagens como as de Jó 40.15-24 e 41.1-10 parecem provar que algumas poucas espécies de dinossauros viveram após o Dilúvio, provavelmente salvos na Arca como filhotes. Esses textos se referem ao Beemote e ao Leviatã, que algumas traduções preferem interpretar como sendo o hipopótamo e o crocodilo. Essas traduções, porém, são um tanto forçadas, uma vez que a descrição que o texto faz dos dois animais aponta claramente para animais de um porte muito maior. Além disso, o original hebraico dessas passagens usa mesmo os vocábulos behemoth e liwyãthãn, que eram usados para descrever seres considerados por muitos como mitológicos justamente porque sua descrição é idêntica à de dinossauros. Segundo os defesnores da quarta corrente,  esses animais eram dinossauros que ainda existiam na época de Jó, mas que provavelmente já estavam em processo de extinção. Lembrando ainda que a Bíblia não usa o termo “dinossauros” (“dinosauria”) – que significa “lagartos terríveis” – pois este só foi criado em 1841 pelo paleontólogo e anatomista britânico Richard Owen (1804-1892).

Frisa ainda essa corrente que há registros do que chamamos hoje de dinossauros vivendo com seres humanos há apenas alguns séculos atrás, além do fato de que alguns animais ditos “pré-históricos” que eram considerados extintos terem sido descobertos recentemente. Foram capturados vivos, por exemplo, o Tuatara, tido – antes de ser descoberto – como extinto há 135 milhões de anos e como o “elo” entre os répteis e as aves; o Ocapi, descoberto em 1901; o Celacanto (foto abaixo), descoberto em 1938, supostamente mais antigo que os mais antigos dinossauros e tido até 80 anos atrás como extinto há 70 milhões de anos, sendo, inclusive, considerado – antes de ser descoberto – o “elo” entre os peixes e os répteis; o Pecari, em 1975; e mais recentemente o Tubarão-Cobra, todos esses animais tidos antes como extintos há milhões de anos. Por essas descobertas, a tese de que os dinossauros são de milhões de anos atrás se fragiliza, uma vez que alguns desses animais que supostamente teriam vivido há dezenas de milhões de anos ainda estão entre nós do mesmíssimo jeito como encontrado nos fósseis.

Devido a essas descobertas, acredita-se que outros animais da época dos dinos ainda podem estar vivos e em processo de extinção em regiões de difícil acesso, como o fundo de lagos, oceanos e pântanos. Aliás, já foram descobertos 600 fósseis de animais datados antes como sendo de milhões de anos que hoje sabe-se que estão vivos e são iguaizinhos a seus fósseis.

Outros exemplos de animais descobertos – e cujos relatos do passado sobre sua presença entre os humanos eram considerados antes pelos cientistas uma fantasia – são a Lula Gigante, o Ornitorrinco, a Tartaruga-Gigante (descoberta em Galápagos no século 19, podendo chegar a 1,90m e a 400 quilos) e o Dragão-de-Komodo (foto abaixo), réptil descoberto em 1912 e que chega a três metros de comprimento e a 120 quilos. Há ainda o Buru, um lagarto de incríveis seis metros de comprimento que teria sido extinto entre o final do século 19 e o início do século 20, e que vivia nas regiões da Índia e do Himalaia. Há quem acredite que ainda possa haver algum exemplar dele vivendo em lugares remotos dessas regiões. O Dragão-de-Komodo, com seus já impressionantes três metros, e o Buru, com o dobro desse tamanho, são provas de que muitos dos relatos sobre répteis gigantes da Antiguidade e do período medieval, outrora chamados de “dragões” (lembremos que o termo “dinossauro” ainda não existia naquela época), ao que tudo indica eram reais, embora tenham tido suas histórias aumentadas e romantizadas nos contos sobre os guerreiros que os mataram.

Histórias medievais e da época das Grandes Navegações (séculos 15 e 16) citavam ainda polvos ou lulas gigantes, chamados de Kraken, cujos tentáculos envolviam pequenas embarcações. Por muito tempo isso era visto como mito, até que os cientistas descobriram que os oceanos são habitados mesmo por lulas gigantescas e predadoras, que podem chegar a 18 metros de comprimento. Em 2007, pesquisadores japoneses fizeram imagens de um adulto vivo da espécie. No início de 2008, um barco de pesca neozelandês capturou uma lula gigante descrita nos jornais como “uma criatura com olhos tão grandes quanto pratos e ganchos afiados na ponta de seus tentáculos”. A foto do bicho foi publicada em periódicos do mundo todo e na internet. A criatura pesava 450 quilos e tinha 14 metros de comprimento. Uma espécime menor já havia sido coletada em abril de 2004 no mar de Ross, na Antártida.

Em edição de 7 de julho de 1883, a revista Scientific American publicou uma matéria com o título “Sáurio Boliviano: Réptil de mais de 12 metros abatido em floresta tropical!”. A reportagem afirma que o animal morreu na região de Beni ao levar 36 tiros, sendo levado para a cidade boliviana de Assúncion, onde foi conservado, e depois para a capital La Paz, a mando do então presidente, general Narciso Campero Leyes. O animal chegou ressecado e foram feitos desenhos, alguns fotografados e remetidos ao ministro das relações exteriores no Brasil por outro ministro brasileiro que estava na Bolívia na época da Guerra do Pacífico.

Lembremos ainda da pintura antiquíssima em uma caverna em Kachina Bridge, no estado de Utah, nos Estados Unidos, que mostra seres humanos convivendo com os dinossauros. Após anos sem os cientistas anticriacionismo terem como explicar essa pintura, um grupo de especialistas em 2011 se desdobrou na tentativa de dar uma resposta, chegando, porém, a um veredito um tanto estranho: por mais que o desenho pareça realmente de um dinossauro, na verdade ele seria “um belo desenho de uma cobra borrado”. O detalhe é que todos os demais seres pintados naquela parede não estão borrados, só o desenho do dinossauro teria sido supostamente “borrado”, o que olhando a imagem dificilmente parece ser verdade (Clique AQUI e tire a sua própria conclusão).

E a datação em milhões de anos?

Mesmo admitindo que os dinossauros foram extintos em sua esmagadora maioria durante o Dilúvio, ainda se levanta outra questão: usando a datação em carbono 14, esses fósseis teriam milhões de anos, enquanto o Dilúvio teria ocorrido há uns 5 mil anos. Como explicar essa discrepância?
Ao analisarmos o método de datação por carbono 14 e as evidências fósseis, vemos que a questão não é tão complicada como aparenta à primeira vista. Há vários problemas com a técnica de datação por carbono 14 evidenciados nos últimos anos, os quais são abordadas na obra Criacionismo: verdade ou mito? (CPAD), de Ken Ham (adquira-a AQUI), mas que podem ser encontradas com mais detalhes ainda nos seguintes links do site do Institute for Creation Research (Instituto para Pesquisa da Criação): AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Assista também aos dois vídeos abaixo que tratam deste assunto:

Outro problema é o fato de que, de pouco mais de dez anos para cá, os pesquisadores têm encontrado vários fósseis de dinossauros com colágeno, tecidos moles – isto é, carne, sangue, células –, contendo proteína, o que seria impossível acontecer caso esses fósseis tivessem mesmo milhões de anos. Para se ter esse colágeno preservado, esses fósseis só poderiam ter apenas alguns milhares de anos e pertencer a animais mortos instantaneamente e fossilizados por meio de uma catástrofe natural como o Dilúvio bíblico. Há um documentário na Netflix intitulado Is Genesis History?, feito com cientistas, que trata desse tema e de outros correlacionados.

Outro detalhe é que há dezenas de milhares de fósseis de dinossauros e de outros seres ditos pré-históricos no cume de vários montes (veja AQUI e AQUI). Só o Dilúvio explicaria isso.

Essas e outras descobertas recentes têm provocado uma revisão entre alguns cientistas sobre o que se dizia antes sobre os dinossauros. Eis outro exemplo: em 2007, cientistas chegaram à conclusão de que os dinossauros morreram subitamente e em agonia (veja AQUI), não devido a doenças ou qualquer outro tipo de morte lenta, como se pensava, o que aponta outra vez para o Dilúvio bíblico.

Revisões são constantes. Mais outra: sabe-se hoje que a quase totalidade dos dinossauros antes conhecidos como carnívoros eram, na verdade, herbívoros – os carnívoros eram uma pequeníssima minoria, uma exceção. Essa revisão científica foi de 2010 (veja AQUI).

Conclusão

Diante de tudo que vimos até aqui, pelo menos três coisas são certas à luz da Bíblia e das evidências:

1) Deus criou o universo e todos os seres vivos;

2) À luz do relato bíblico, não houve evolução das espécies, isto é, uma espécie evoluindo até tornar-se outra espécie (a macroevolução darwiniana), mas apenas evolução dentro de cada espécie (microevolução – “conforme a sua espécie”, Gn 1.20,24,25);

3) E seres realmente enormes já existiram, mas foram extintos, sobrando em nossos dias apenas alguns parentes deles. E se todos esses extintos, cujos fósseis encontramos ainda hoje, eram tão monstruosos como descritos nas reconstituições feitas pelos cientistas de nossos dias, não podemos afirmar com certeza em todos os casos, mas que os dinos existiram é um fato inegável.

(Veja também neste site a matéria “O Dilúvio bíblico foi universal?” – AQUI)

Sobre o autor

Silas Daniel

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.

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